Capítulo 9 Probabilidade I: Fundamentos

Objetivos do capítulo

  • Compreender os conceitos de experimento aleatório, espaço amostral e eventos
  • Conhecer os axiomas de probabilidade (Kolmogorov)
  • Calcular probabilidades usando regras básicas
  • Entender probabilidade condicional e independência
  • Aplicar o Teorema de Bayes
  • Compreender a ideia de processo gerador de dados (DGP) probabilístico

9.1 Por que estudar probabilidade? O Processo Gerador de Dados

Antes de entrar na maquinaria formal, vale a motivação: por que um cientista político precisa de probabilidade?

A resposta é que os dados que observamos são o resultado de um processo gerador de dados (DGP, do inglês data generating process) que tem componentes sistemáticos e aleatórios. Quando dizemos que “a renda média dos eleitores de um partido é R$ 3.500”, esse número é o resultado de um processo que envolve quem escolheu votar naquele partido (componente sistemático — renda influencia voto) e variação individual imprevisível (componente aleatório — nem todos com a mesma renda votam igual).

Modelar o DGP como probabilístico não significa dizer que o mundo é aleatório. Significa reconhecer que: (1) não observamos todas as variáveis relevantes, (2) há variação individual irredutível, e (3) o processo de amostragem introduz incerteza. A probabilidade é a linguagem para formalizar essa incerteza.

Toda a inferência estatística que veremos nos capítulos seguintes repousa sobre essa ideia: postulamos um modelo probabilístico para o DGP, observamos uma realização (os dados), e usamos a teoria de probabilidade para fazer afirmações sobre o processo que gerou os dados. Sem essa base, testes de hipótese e intervalos de confiança são receitas sem fundamento.

9.2 Experimentos aleatórios e espaço amostral

9.3 Eventos

9.4 Axiomas de probabilidade

9.5 Regras de probabilidade

9.5.1 Regra da adição

9.5.2 Regra da multiplicação

9.6 Probabilidade condicional

9.7 Independência

9.8 Teorema de Bayes

9.9 Exercícios